Muita gente ainda relaciona o tempo de duração do ato sexual diretamente com a qualidade da relação. Quanto mais longo, melhor? Não exatamente. Na realidade, não existe um tempo ideal universal. O que alguns consideram “rápido demais” pode ser intenso e plenamente satisfatório para outros. Por outro lado, passar horas e horas em uma relação íntima pode ser bastante entediante se os parceiros não estiverem na mesma sintonia.
A psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo, em entrevistas recentes ao gshow e ao Fantástico, afirmou que a média de duração das relações sexuais no Brasil gira em torno de 15 minutos, incluindo preliminares e todo o ato. Segundo ela, esse número tem aumentado em comparação com pesquisas anteriores, graças à maior atenção às preliminares e à necessidade das mulheres de se sentirem satisfeitas.

“A relação sexual tem uma duração muito variável. Ela pode durar desde alguns poucos minutos podendo, em casos raros, ultrapassar uma hora ou mais. Mas a média no Brasil costuma ser em torno de 15 minutos”, afirmou Abdo na ocasião.
A sexóloga Allys Terayama reforça que a pergunta sobre quanto tempo “deve” durar o sexo é uma das mais frequentes em seu consultório e também uma das mais distorcidas pela cultura atual. Para ela, a resposta mais honesta é justamente a que mais incomoda quem busca números exatos. “Não existe um tempo ideal universal, porque o prazer não pode ser limitado por um cronômetro. Sexo não é prova de resistência nem maratona; é a experiência humana mais subjetiva e relacional que existe.”
O que realmente conta, segundo a especialista, é a compatibilidade, a comunicação aberta e a satisfação mútua, que variam de acordo com o casal e a fase da vida. Ela cita estudos clássicos sobre o tempo de penetração vaginal mostram que a média fisiológica fica entre 5 e 7 minutos. Ou seja, o que muita gente acha “rápido demais” está, na verdade, dentro do padrão normal da maioria das pessoas. Isso ajuda a derrubar o mito de que um sexo bom precisa durar meia hora ou mais.
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